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A Arte em Portugal no Século XX
«Dentro da cronologia definida e liberto de citar artistas que considerou «tipicamente oitocentistas», França organizou a obra em três partes («Os anos 10 e 20»; «Os anos 30 e 40»; «Os anos 40 e 50»), cada uma com, sensivelmente, cem páginas, e subdivididas numa série de capítulos. Com exaustividade, idêntica à utilizada em A Arte em Portugal no Século XIX, destaca os principais pintores, escultores e arquitetos e as suas respetivas obras, bem como as dinâmicas das práticas artísticas, expressas em iniciativas grupais — exposições, manifestos, revistas e jornais — e articulações, mais ou menos complexas, envolvendo as instituições com que tinham de se relacionar. A organização tripartida da obra corresponde a outra que pela primeira vez foi usada em Portugal e cuja pertinência se estava então a generalizar na crítica de arte internacional: a designação, aparentemente, precisa de «geração».
Raquel Henriques da Silva, na introdução a este livro.
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